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PISA 2029 e a urgência do letramento em IA: sua escola está preparada?


PISA 2029 e a urgência do letramento em IA: sua escola está preparada?

Atenção: a elaboração deste texto contou com o suporte da ferramenta de inteligência artificial Gemini (Google, versão 3.1, acessada em junho de 2026). A tecnologia foi utilizada exclusivamente para revisão gramatical e estrutural do texto. Todo o conteúdo, a argumentação analítica e as conclusões são de responsabilidade exclusiva do autor.

Um pouco assustador? Pode parecer estranho começar um artigo dessa maneira: apontando abertamente o uso de IA. Mas esse é o nível de transparência que está sendo exigida na elaboração de trabalhos acadêmicos atualmente. Você sabia disso?  Por que será que isso se faz necessário?

Apesar de parecer um assunto recente, a inteligência artificial já é tema de discussão e pesquisa desde a metade do século XX. O desenvolvimento dos primeiros computadores trouxe o debate sobre a possibilidade de uma máquina evoluir a ponto de se passar por um ser humano. Não é coincidência que o tema se tornou parte do imaginário popular e grande cenário para obras de ficção científica, como o computador HAL 9000, do filme 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), e os robôs humanoides controlados pela Skynet, da franquia O Exterminador do Futuro (iniciada em 1984).

Nesse contexto, o cientista da computação Alan Turing propôs, em 1950, que uma máquina seria considerada inteligente se, durante uma interação, não fosse possível distinguir se o interlocutor era ou não humano. O debate evoluiu muito desde então, mas hoje vivemos exatamente esse dilema: nos deparamos com frequência com textos, imagens, vídeos e áudios que já não conseguimos distinguir se são ou não criações humanas.

O surgimento das IAs generativas de uso público nos colocou em um novo estágio de sociedade. É uma mudança estrutural na forma como vemos e interagimos com o mundo, tão impactante quanto o desenvolvimento dos primeiros geradores elétricos no século XIX. É o que os especialistas chamam de GPTs, sigla em inglês para Tecnologias de Propósito Geral.

Somado a isso, desde a disseminação e popularização das redes sociais e o desenvolvimento dos algoritmos de retenção de atenção, a separação entre virtual e real vem se tornando cada vez mais complexa. Com a hiperpersonalização do conteúdo que consumimos nos feeds, perdemos o controle sobre o que nos é direcionado. Isso gera desafios profundos para a interpretação da realidade, resgatando debates sobre alienação na comunicação de massa, já alertados pela Escola de Frankfurt e pela Teoria Crítica no século XX.

É por isso que o pensamento crítico ganha um novo patamar de urgência na sociedade atual. Não se trata apenas de saber utilizar as novas ferramentas de IA do ponto de vista técnico, mas de garantir que os usuários não sejam meros consumidores passivos, alcançando a emancipação intelectual necessária para um uso ético e consciente dessas tecnologias.

É nessa nova realidade que o debate sobre como preparar as novas gerações para lidar com essas tecnologias vem se construindo. Qual é o papel da Educação nesse novo paradigma? Quais habilidades serão necessárias aos cidadãos do futuro? Essa discussão já saiu do campo filosófico e aparece como uma urgência educacional global já mapeada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O letramento em IA e a educação midiática deixaram de ser diferenciais curriculares para se tornarem uma métrica de desenvolvimento básico na Educação. Esse movimento resulta nas diretrizes da próxima edição do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), previsto para 2029. Em paralelo, importantes documentos nacionais e internacionais têm sido lançados para guiar essa transição, como os Marcos Referenciais de Competências em IA da UNESCO (para professores e estudantes), assim como os documentos do MEC sobre Educação Midiática e uso de IA na Educação Básica.

Diante desse cenário, o que o PISA 2029 busca, de fato, avaliar? Precisamos de jovens que consigam não só acessar as tecnologias, mas também analisar e questionar os conteúdos que permeiam esses meios. O pensamento crítico se consolida como a grande habilidade do século XXI para formar cidadãos conscientes e ativos.

Portanto, o PISA 2029 não busca avaliar alunos que saibam programar ou escrever prompts. O objetivo é verificar se eles compreendem como os sistemas algorítmicos funcionam, se percebem suas limitações e vieses, se avaliam criticamente os conteúdos gerados por IA e se entendem os impactos dessas tecnologias sobre os indivíduos, a sociedade e o meio ambiente.

A grande questão que fica é: sua escola está preparada para esse debate?

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João victor

Assessor pedagógico, formado em Licenciatura em Física pela Universidade de São Paulo (USP).


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